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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

S@l@ de Aul@: Menina Bonita do Laço de Fita

http://camilagenaro.blogspot.com/2009/11/menina-bonita-do-laco-de-fita.html

Menina Bonita do Laço de Fita



MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA

(Ana Maria Machado)


Era uma vez uma menina linda, linda.

Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.

A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.

Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar.


E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando.

O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.

E pensava:

- Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela...


Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:

- Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?


A menina não sabia, mas inventou:­

- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina...


O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente.

Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez.


Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:

- Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha?


A menina não sabia, mas inventou:

- Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.


O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto.

- Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?


A menina não sabia, mas inventou:­

- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.


O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.


Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:

- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?


A menina não sabia e...

Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:

- Artes de uma avó preta que ela tinha...


Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos.

E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar.


Não precisou procurar muito.

Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça.

Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais!

Tinha coelhos de todas as cores:

branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha.

Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.


E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava:

- Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?


E ela respondia:

- Conselhos da mãe da minha madrinha...

Essa história é ótima para trabalhar diversidade de forma interdisciplinar e intradisciplinar, como está previsto nos PCNs que defendem a Construção Social do Cidadão.

Além de uma roda de Contação de histórias, pode ser confeccionada uma boneca de Pano, para trabalhar as diferenças e cada dia uma aluno cuida da nova amiga e brinca com ela.

Eis uma sugestão de Projeto:

PROJETO:


ÁREA DE CONHECIMENTO: Língua Portuguesa

OBJETO DE ESTUDO: Diversidade Étnico-Cultural Brasileira
Ensino Fundamental – 1º ao 5º ano

INTRODUÇÃO:
Desenvolvimento do tema da diversidade, não somente com o objetivo de apresentar aos alunos a riqueza da diversidade étnico-cultural brasileira, contribuindo para que as crianças se apropriem de valores como o respeito a si próprias e ao outro, mas também com o objetivo de elevar a auto-estima do aluno negro.
A sugestão é que as atividades sejam desenvolvidas durante um período mínimo de cinco dias, (lembrando que essa sugestão de aulas não poderá ocorrer num dia só) no decorrer dos quais o professor irá:

1. Apresentar a história à classe, contando-a, sem mostrar o livro.

2. Pedir às crianças que dêem um título (um nome) à história ouvida, escrevendo na lousa as sugestões apresentadas.

3. Contar que quem escreveu a história foi Ana Maria Machado, uma escritora brasileira que escreve livros para crianças, principalmente. Se o(a) professor(a) já tiver lido para a classe outros livros da autora, relembrar o fato aos alunos, se possível, mostrando-os.

4. Dizer o título do livro: "Menina bonita do laço de fita" e comparar com os nomes apresentados pelos alunos na atividade 2, perguntando a eles se gostaram mais do nome escolhido por eles próprios ou o escolhido pela autora; mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um mesmo fato ou situação e que o importante é que aprendamos a respeitar todas as opiniões; comentar os nomes escolhidos pelos alunos, na medida em que se afastam ou se aproximam do nome original da história.

5. Mostrar a capa do livro aos alunos. "Ler" a imagem da capa com eles, fazendo perguntas sobre a ilustração: a cor da pele da menina, do coelho, o cabelo da menina (quem usa cabelo assim? é difícil fazer um penteado como esse? leva muito tempo?). Destacar o olhar apaixonado, pensativo-sonhador do coelho. Pedir aos alunos que mostrem o que mais na ilustração indica que o coelho está apaixonado. Dizer o nome do ilustrador e falar sobre a importância da ilustração na leitura.

6. Ler o livro para os alunos, agora parando em cada página, mostrando as imagens e destacando as palavras e expressões que valorizam a menina, que a retratam como bela: "Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos dela pareciam duas azeitonas, daquelas bem brilhantes. Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feitos fiapos da noite. A pele era escura e lustrosa, que nem o pêlo da pantera negra quando pula na chuva.". Os adjetivos e comparações usados pela autora vão além de aguçar a imaginação infantil (olhos = duas azeitonas daquelas bem brilhantes; cabelos = fiapos da noite; pele = pêlo da pantera negra quando pula na chuva); eles evocam uma imagem positiva da menina, valorizando nela aspectos como cabelo e cor de pele, que normalmente são "maquiados", escondidos, quando a personagem é negra. A beleza natural da menina ganha enfeites que reforçam seu encanto, dando a ela ares de personagem de contos de fadas, pois: "Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das Terras da África, ou uma fada do Reino do Luar". Esses dois trechos contribuem para que, ao imaginário infantil a menina seja apresentada como uma bela princesa de contos de fadas, o que é extremamente positivo e eleva a auto-estima da criança, que se identificará com a heroína. Perguntar aos alunos se eles têm uma idéia de por que o coelho quer ter a cor de pele da menina. Será que ele não está satisfeito com a própria cor? Comentar com as crianças as respostas dadas. É importante que o(a) professor(a) destaque que além de muito bonita, essa heroína é também muito esperta e criativa, pois mesmo não sabendo responder às perguntas do coelho, sempre tem uma solução para que ele se torne da cor desejada: cair na tinta preta, tomar muito café, comer muita jabuticaba... Antes de ler o trecho que fala da intervenção da mãe no diálogo entre a menina e o coelho, perguntar se alguém lembra como era a mãe da garota. Comparar o texto escrito ("uma mulata linda e risonha") e a ilustração da mãe que é a de uma linda moça, moderna, bem vestida e arrumada (enfeitada, pintada, cabelos penteados), o que também contribui para que a classe forme uma imagem estética positiva da mulher negra.

7. Aproveitar a descoberta do coelho ("a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos") e perguntar aos alunos com quem eles acham que se parecem. Essa atividade pode desdobrar-se em outras, por exemplo:

a) as crianças podem entrevistar os pais para saberem com quem se parecem e apresentar os resultados da pesquisa oralmente (Por exemplo, dizendo frases como: Minha mãe diz que meus olhos são parecidos com os dela, mas que meus cabelos e minha boca se parecem com os da minha avó.);
b) os alunos podem levar fotografias de parentes (pais, avós, tios, irmãos, por exemplo); atrás de cada foto deve constar o nome da criança que a trouxe; os alunos dividem-se em grupos de quatro. As fotos de cada grupo são empilhadas, com a frente para cima; os alunos tiram a sorte para ver quem começa jogando; o primeiro pega a primeira foto e tenta adivinhar quem a trouxe, observando as semelhanças entre as fotos e os colegas de grupo; se foi ele mesmo quem trouxe a foto, deve embaralhar a pilha, para que a fotografia saia do primeiro lugar; enquanto for acertando, o jogador continuará jogando. Ganhará o jogo quem tiver acertado mais. Ao final, as crianças devem contar aos colegas de grupo quem são as pessoas que estão nas fotos. Terminada a brincadeira, o (a) professor(a) colocará para a turma a seguinte questão: somos parecidos com as pessoas da nossa família? O coelho branco estava certo em suas conclusões?

8. Pedir às crianças que desenhem: a) a menina do laço de fita e a mãe; b) o coelho e sua nova família; c) suas famílias.

9. Organizar uma roda de conversas. Reler o trecho: "O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto em toda a vida. E pensava: - Ah, quando eu casar quero ter uma filhinha pretinha e linda que nem ela." Questionar: O que é ser bonito? Como uma pessoa deve ser para ser bonita? Provavelmente surgirão respostas diferentes umas das outras. Retomar o que foi dito na atividade nº 4 e mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um assunto e que isso é muito bom, pois o mundo seria muito aborrecido se todos pensassem do mesmo jeito e se, por exemplo, só existisse um único modelo de beleza. Destacar que o importante é respeitar as diferenças. Conversar com a classe sobre os padrões de beleza existentes em "Menina bonita".

10. Mostrar, num mapa-múndi, os cinco continentes - a América, a Europa, a Ásia, a África e a Oceania, ressaltando que eles são divididos em países, cada um com seus costumes e tradições, suas festas, músicas e danças, suas religiões e seu jeito de ser, pois ninguém é igual a ninguém e é isso que dá graça à vida.

11. Conversar com as crianças sobre as "famílias" (povos) que formam o Brasil: os índios, o negro, o colonizador europeu, os imigrantes italianos, japoneses, árabes, judeus etc. Explicar que esses povos foram se cruzando, para formar a grande família brasileira, que tem as características de suas origens. Lembrar aqui as contribuições desses povos nas festas, na música, na culinária, nas histórias etc.

12. Retomar a atividade 10 e complementá-la, destacando a importância do respeito à diversidade étnico-cultural que compõe o Brasil.


Essas são algumas sugestões, apenas. O professor deve assumir uma postura de combate a todas as formas de discriminação e preconceito, valorizando as diferentes etnias que constituem o Brasil e que, de certa forma, estão representadas nas crianças que compõem uma sala de aula na Educação.
Para finalizar, um destaque: para assumir o compromisso de trabalhar a diversidade cultural e étnica na Educação Infantil/Fundamental, o professor precisa ter segurança quanto ao que será desenvolvido.
Um caminho para isso é a reflexão conjunta dos professores nas reuniões pedagógicas, procurando respostas a indagações como: Sou preconceituoso? Já vivi situações de discriminação ou preconceito? E, tratando-se da etnia negra: O que sei sobre o continente africano? O que sei sobre as condições dos africanos escravizados no Brasil? O que sei sobre suas lutas de resistência, seus heróis, suas histórias? Conheço a história de Zumbi? A influência que os africanos escravizados tiveram na formação da identidade brasileira, nas religiões, festas, cantigas, danças, culinária e, principalmente, histórias que contribuem para ampliar o repertório e povoar o imaginário das crianças com representações positivas do negro?

“Nossas escolas pretendem formar cidadãos. E cidadania não combina com desigualdade, assim como democracia não combina com preconceito e discriminação. Se as crianças vão à escola é porque desejamos que se desenvolva plenamente como seres humanos...”

Fonte: http://www.cantinhodoprofessor.org/consciencia_negra/projeto_menina_bonita.htm

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Planejamento de Ensino - Profª Heloísa Argento

O planejamento do ensino é o planejamento das atividades das áreas do conhecimento ou das disciplinas. É também chamado planejamento didático.

Este planejamento consta de três modalidades:

Plano de curso - É a previsão de todas as atividades escolares em uma área de estudo ou disciplina , durante o período letivo,correspondente a uma série.

Plano de unidade- representa uma forma de organização de programa, articulada a uma técnica de ensino

Plano de aula – é a previsão mais precisa possível quanto o conteúdo ou atividades didáticas que ativem o processo ensino-aprendizagem capaz de possibilitar ao aluno alcançar objetivos previamente estabelecidos.


Caberá ao professor, para bem efetuar o seu planejamento de ensino saber:

A quem ensinar
Relacionado com o tipo de aluno a que visa o ensino

Por que ensinar
Relacionado com os objetivos da educação e da escola

O que ensinar
Relacionado com o curso, a modalidade e o conteúdo a ser desenvolvido

Como ensinar
Relacionado os recursos didáticos que o professor tem que utilizar para alcançar os objetivos que se propõe

Como avaliar a aprendizagem.
Refere-se á maneira de obter dados a respeito da aprendizagem dos educandos e como avaliá-los


Alguns dos objetivos do planejamento de ensino:

•Precisar as metas que se deseja alcançar
•Dar visão global e detalhada do ensino a ser levado a efeito;
•Prever experiências de aprendizagem a partir das
experiências anteriores dos alunos;
•Propor trabalhos adequados ao tempo disponível;
•Ajustar o ensino ás reais possibilidades dos alunos;
• propiciar seqüências progressivas de aprendizagem;
•Possibilitar o acompanhamento mais eficiente dos estudos
•Dos alunos;
• Promover, sempre que possível, integração das diversas
áreas do estudo.


Após a determinação de metas, objetivos e planejamento, vem a execução, constando de pré- requisitos, motivação, apresentação do conteúdo e elaboração.

Pré- requisito- figura como elemento indispensável para o planejamento de ensino

Motivação- é o trabalho de predispor os educandos para os trabalhos escolares

Apresentação do conteúdo- é o momento inicial da realização de uma tarefa didática varia de acordo coma metodologia utilizada. E pode ser realizada de várias maneiras.

Elaboração do conteúdo- consiste em os educandos trabalharem com o assunto apresentado. Nessa fase, realizam-se pesquisas, discussões, debates, exercícios, resumos etc.


Elementos fundamentais na elaboração do conteúdo:

a)Linguagem didática;
b)Material didático;
c)Métodos e técnicas de ensino;
d)Direção de classe e disciplina.


A avaliação é o momento importante do planejamento, porque é o que permite saber o que foi efetivamente ensinado e aprendido , propiciando a verificação das virtudes e falhas do processo, afim de melhorá-lo.


Referência Bibliográfica:
NERICI, Imideo G , Didática Geral – Ed. Atlas S.ª, 1989

Curso de Formação

Vocês sabem que eu não costumo colocar propagandas aqui neste espaço, massss esse professor é fantástico!
Terminei meu curso com ele no último domingo e confesso que clareou muita coisa que ainda estava escura no meu "intelecto"..kkkkkk
Recomendadíssimo!
Se um dia ele aparecer na sua cidade não desperdice a oportunidade!

NOVA TURMA PARA O CURSO PREPARATÓRIO PARA OS CONCURSOS

CONFIRMADOS OS CONCURSOS PARA:
SÃO VICENTE (www.zambini.org.br) (PROVA 13/12/2009)
CUBATÃO (JANEIRO/2010) - JORNAL FALA SERVIDOR DE CUBATÃO
PRAIA GRANDE - 06/12 - DEZEMBRO
PROVA PARA OFA - ESTADO - 15/12/2009
ESTADO DE SÃO PAULO - PROVA MARÇO 2010

PREPARE-SE JÁ COM QUEM REALMENTE JÁ CAPACITOU MAIS DE 10.000 EDUCADORES PARA CONCURSOS:
PROF. Dr. LUÍS VICENTE (Avaliador Institucional do MEC) E DA MARCA SAPIENS.

TURMA II: 20/11 (FERIADO); 21/11; 22/11 e 29/11 (DOMINGO)
9 às 17 horas
DOCENTE: Todos os módulos com o professor LUIS VICENTE
VALOR: 5 cheques de R$ 60,00.

TODO O CONTEÚDO DE CONCURSO EM 8 (OITO MÓDULOS):
TEORIAS DE APRENDIZAGEM;
LDB, PARECERES DA EDUCAÇÃO;
CURRÍCULO,PCNs,AVALIAÇÃO;
TEORIAS PSICOGENÉTICAS;
DOS CONCURSOS;
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES;
TEORIA E PRÁTICA DE PROJETOS,INCLUSÃO;
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS,

MATERIAL: CD COM TODO O CONTEÚDO/CERTIFICADO.

São Vicente
CONTATO: luisvicente@oi.com.br