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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Um Artigo Escrito por Mim...

Janeiro de 2007.

Domingo, para variar o final de noite é uma tortura televisiva,:música do “Fantástico” anunciando que amanhã será segunda-feira e que, claro, temos que correr atrás das promessas feitas para o Ano-Novo.
Mas, como a tecnologia é maravilhosa (em alguns casos), com meu controle remoto mudei de canal e assisti o final de uma palestra do psicoterapeuta PauloGaudêncio, no Café Filosófico (um programa excelente da TV Cultura).
E ele estava dissertando sobre ”Companheirismo na crise”, de como educamos nossos filhos, como introduzimos as normas, como eles nos testam na adolescência,...
Fui dormir, mas quem disse que consegui.
Fiquei pensando nos meus projetos e a frase do psicoterapeuta voltou como se fosse um raio “EDUCAR É DIZER E VIVER AS NORMAS”.
Percebi quanto podemos trazer essa realidade para a sala de aula.
Eu sempre achei que ia ser professora de História, de repente me vi numa sala de Educação Infantil, totalmente perdida, fora da minha realidade (de educadora do EJA).
O que fazer?
Li muito a respeito, levei um pouco da minha bagagem freireana, e claro joguei fora boa parte do que tinha aprendido no magistério.
Deu certo, quer dizer, mais ou menos certo, mas certo ao ponto de me apaixonar por Educação Infantil e trabalhar nos anos seguintes com os pequenos.
Mais ou menos certo? Por quê?
Porque eu tinha um defeito: eu falo alto, e sou agitada, ligada no 220, como dizem. Para uma educadora de Educação Infantil isso não pode ocorrer.
E aí entra a frase que não me deixou dormir...
Como dizer para uma criança de 5 anos que ela não deve falar alto se eu falava?
Minha primeira classe de Educação Infantil era uma competição: eles falavam alto (38 crianças de 5 anos) e eu falava mais alto para que eles me escutassem. Eu saia cansada.
Segunda experiência: Creche Municipal num bairro afastado do centro da cidade. Foi um drama, as crianças não tinham modelo e não entendiam a palavra NÃO. Conclusão: eu saia derrotada.
E novamente chegamos à frase do glorioso terapeuta: ”temos que ser a norma”, tanto para os nossos filhos de sangue quanto para os filhos de coração.
E aí me lembro de um texto maravilhoso da Silvia Costa (coordenadora do Projeto Jornal Escola do jornal A TRIBUNA de Santos), que se chama “SE...” e começa assim:
“Se eu vivesse novamente minha vida de professor, não teria tanto medo de errar...
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais, correria mais riscos, “viajaria” mais durante as aulas...”
Nós temos tempo de relaxar, de correr riscos, de “viajar”, de sermos modelos e modificar a realidade dos nossos educandos num simples gesto de nos modificarmos.

Camila Luana Genaro

3 comentários:

Emei Prf. Clélia Napoleone Crema disse...

Oi Camila, estou de volta, é a Deise, Obrigada pela visita. Mas estou entrando novamente para linkar seu blog no da minha escola que eu montei, dá uma passadinhalá.
Li sua última postagem, acho que somos parecidas, me identifiquei com o que vc diz.
Todo ano eu digo, esse ano vou ser calma, falar baixo, ser muito paciente, e quando as crianças entram eu esqueço das promessas, agito elas, falo deseperadamente rápido e alto, e no final da semana estou afonica. Mas tudo bem, eles me amam mesmo assim. E acho que os seus tbm. Bj

Patricia Elias disse...

Adorei seu blog...
Dê uma passada no meu e deixe seu comentário, ok?

www.aprenderecia.blogspot.com

betty mello disse...

OLá! Através do blog da deise conheci o seu...que sorte ! Gostei muito de tudo !Paraabéns ! Quero convidá-la a visitar os meus também ( são 2 meus e mais 3 em parceria) colocarei aqui o endereço de um deles e como os linkes para os de mais estão indicados, vc poderá visitá-los tb. Ficarei muito contente com seus comentários. O endereço é http://canto-do-conto.blogspot.com
Estarei aguardando-a, sim? Com carinho, Betty